i had a dream
i could feel your warmness
(it was nothing
but my pillow right
in my arms)
again
if i love
what you represent
to me,
if i care about
your representation
of
generosity, calm and
the subtlest beauty
is it
in front of
the mirror
of your home toilet? where
have/ will you figure(d) out -
what in the world
reflects -
what you have
become?
dear
linguistics
teacher
i’d have gotten
on my
knees
to lick
ur breasts
as u slapped
me with ur eyes
ur
bad, bad
student
Nós estávamos no salão de uma gafieira. Quer dizer, ela, do outro lado do pátio, o lado oposto em diagonal, ainda não tinha me visto. Estava muitíssimo elegante com um, como se chama, acho que macacão, de cortes retos, quadradão mesmo, e ela continua magra. Ficou bem.
Observava ela à distância, sem que percebesse. Quando fosse ao banheiro, pela segunda vez, eu deveria ser rápida e silenciosa. Isso aconteceria em por volta de quarenta minutos. Esperaria que ela entrasse, e que a porta fechasse em seguida, mostrando-me a placa com uma boneca rosa.
Num segundo, estaria no banheiro e seguraria a porta da cabine a tempo de desfazer o click da tranca. Ela ainda tentaria resistir por algum tempo, mas eu logo a dominaria de costas para mim, o rosto dela permissivo colado à parede, suas duas mãos presas pelas minhas. Me esfregaria contra ela com força, lambendo-lhe os ombros e a nuca e continuaria esfregando, mais e mais devagar.
O macacão que ela veste é curto no ponto certo para suas pernas finas, que eu toco, a mão entre as duas coxas. Ponho os dedos sob a calcinha, ela ajudando, mexendo devagar a bunda, que tomo com carinho, toda ela, reconhecendo os contornos que eu havia amado virgens. Abraço-a trazendo para mim. Ela enfia dois dedos meus na sua buceta.
Soa a um plano excitante. Eu continuava sentada no pátio da gafieira, onde os casais dançavam. Levantei de onde estava e fui andando em sua direção, sem pressa. Logo, ela me viu. Manteve-se parada, sem tirar os olhos dos meus. Cheguei perto, ela levantou-se.
- Sou sua - eu caí nos seus braços. Tínhamos lágrimas nos olhos; lágrimas sóbrias, que não borram a maquiagem.
The two of us entered in our friends’ apartment. The girls are high-lovely among their love in three. Hair was being played at TV – against what Julieta protested. She hates musicals but probably missed some unusually beautiful scenes. She was unquiet that night.
All the girls were silly crushed on the necessarily not touchable youngest (please, be inaccessible; or a slut). She scratches the girls’ legs like a very smart cat now and maybe then too. So I kissed the oldest one in thought, as she prayed eloquently for utopias like a 5-year-old little girl, her cheeks red and warmer than ever. Nothing is sexier than actresses, bad or good, moving towards naïvité.
“Você me acha ridícula, né?” - perguntei, ridícula.
“Estou aqui na sua cama”
Ela estava de calcinha. Vai arrancar o meu coração. “Pode arrancar o meu coração, vai” - eu aumentei e tremi o tom de voz. Ela me olha nos olhos.